a porta do wc











{Dezembro 5, 2007}   Lost in Translation

 translation.jpg

 

To be a translator, believe me it’s sad,

To be a translator, you have to be mad-

Who else would sit in a room

Encased in loneliness more like a tomb?

 

Who else would fondle a microphone cable

Or typewriter keyboard when perfectly able

To fondle some better more pliant device?

(It happens to others, they say it’s quite nice.)

 

Who else would apply so much love, care, devotion

To something that is another man’s notion?

Who else would spend hours to seek out one word

Just to ensure he writes nothing absurd?

 

Who else would read carefully through some epistle

Produced by a half-wit who had better whistle

Than write rotten copy that doesn’t mean much,

Yet expects a translation in, say, perfect Dutch?

 

Who else would accept that every job’s hot

When he knows that it’s probably not

And flog himself silly to see the work through

Then wait for three months not collecting one sou?

 

Who else would put up at social occasions

With statements like: “Oh, you do translations.-

There’s not much to that, after all it’s your lingo,

So where are the problems, why labour that thing so?”

 

Who else would be willing each day of the year

To sit exam where the pass-mark’s a mere

One hundred percent or perhaps just below?

If you think that’s easy, why not have a go?

 

And yet it’s a challenge which on reflection

Provides enormous job satisfaction.

Those who enjoy it will never desert

The odd fascination of the “foreign” word

-Wort, oh what the hell…

 

 

J.H. Hayes



{Setembro 26, 2007}   O mundo na ponta do (meu) dedo

, ou melhor, o mundo à distância de um click. E não é que é verdade mesmo. De cada vez que ligo o meu estimado portátil (qual milagre do século XX) deparo-me com um mundo de possibilidades; e eu tenho noção que ainda nem me apercebi de metade dessas possiblidades. Mas para a minha própria segurança é melhor permanecer na ignorância pois o que já descobri já me deixou por vezes abismada e colada como uma lapa teimosa à minha cadeira de secretária (que ainda por cima já não é aconselhável para uma utilização prolongada desde que caiu com 2 pessoas em cima e partiu uma peça fundamental … a que me permitia pemanecer várias horas sentada sem dores de costas. Ou é isso ou a idade já a pesar… não sei…) Agora as almas mais atentas estão a pensar “Mas tu tens um portátil … até podias estar confortávelmente deitada na cama e a teclar.” Pois… enfim, apetecia-me falar da cadeira.

Mas, tentando não me dispersar mais, voltemos ao maravilhoso mundo da internet. Dantes, e com isto refiro-me a uns míseros anos atrás, eu sabia cantar decor todos os meus cd’s. Agora, nem conheço alguns dos artistas de quem tenho cd’s. Basta estar relativamente aborrecida, sem muito para fazer (porque há sempre alguma coisa a fazer) e não resisto a visitar o uma qualquer página com um qualquer nome que por qualquer motivo me chamou a atenção e penso: ora bem, se és cantor toca a sacar o album, se és actor bora sacar o filme. A garantia que vou chegar a ver ou ouvir o que custou 5 minutos da minha vida a sacar nem existe… É, no meu caso, um pura sede de sacanço (como acho que li n’algum lado . Se alguem conhecer os sacólicos anónimos por favor avise-me, o meu portátil agradece. Pois, a internet não se resume a downloads! Acho que queria falar de outras coisas mas sumiu-se-me da memória.

nota : Gostei da minha comparação com uma “lapa teimosa”. Fernando Pessoa ficaria orgulhoso.



et cetera