Algumas dúvidas que eu tenho e por mais que tente não consigo dar uma resposta (plausível):
1- Como é que dantes se vivia sem aquele salva-vidas que dá pelo nome de telemóvel?
Combinas um encontro com alguém, um amigo, um primo, um irmão, um ex., um actual, um futuro. Não interessa com quem mas interessa que combinaste à entrada da Fnac do norte shops às 9 da noite. Tudo muito bem até à parte em que sais de casa às 9.30 porque (e dependendo do “com quem” te vais encontrar) demoraste umas 5 (mil) horas para te arranjares e a meio do caminho deparas-te com uma fila de quilómetros porque dois carros fizeram-te o favor de ter um acidente àquela hora, naquele dia, naquele sitio. Entretanto a pessoa que te espera (e que como é uma pessoa em condições chegou à Fnac às 8:40 – shame on you) repara que há um cromo qualquer dos Morangos com Açúcar que está na Fnac a dar autógrafos. Assim, temos milhares de adolescentes histéricas no tal sitio onde era suposto encontrarem-se.
Oraaaaa, se isto acontecesse na pré-história da civilização achas mesmo que estas duas pessoas se encontrariam ainda naquele dia! Nâo! Claro que nâo! O mais provável é que um se chateasse com o outro e não se falassem mais pro resto da vida.
Mas nem é preciso esta situação apocalíptica toda acontecer. Basta haver a absoluta necessidade de se mandar a sms grátis à pessoa que te espera :
A -“xegu daki a 20 minuts. Bjoka, ate já”
B- “ok, te ja. Binhs”
A- “xegu daki a 15 mints. Jokinha fofa”
B- “ok, vou um bocadinho a salsa enqto nao xegas”
A- “OK”
A- “tou aí em 12 minutinhs. Kisses”
B- “tem aki umas calças mm giras”
A- “9 mints, kissinhos, teja”
B- “custam 80 euros. Vou comprar.
B – “kissinhus pra ti tb”
A- “5 mints”
B- “ja comprei. Sao mm giras. Bjukinhas”
A- “ja xeguei, bjinh”
B- “onde tas? Joka gd”
A – “mm a tua frente. Jinhs”
B – “ah ja te estou a ver”
A – “tava dificil, nao mandast bjinho!!!”
B – “:p bjinhus”
A – “Ahhh :-)))))))))) axim ta melhor”
B- “pk continuamos a falar por sms?”
A- A - “n sei, axo estranho falar com a voz e exas coisas. Alem dixo temos sms d graça ;-))))))))))”
2. como é que dantes encontravamos os sitios onde nunca tinhamos ido sem sequer ter consultado o google earth?
A sério, isto é mesmo estranho. Será que se perguntava a alguém antes de se fazer ao caminho:
“AH, é fácil. Sais de casa e viras a direita, e depois segues em frente ate aquele casa amarela e depois segues em frente na mesma. Chegas a junta de freguesia e contornas pela direita e dp apanhas a A1 e tens cuidado pk tens k andar sp na faixa da direita pk vais sair logo na oitava saída a contar daí e depois sais depois ves uns semáforos e vais pela esquerda ate encontrares uma especie de talho, so k nao é talho é uma drogaria mas parece um talho e aí tu viras a direita e segues ate encontrares um semáforo em que tens k virar a direita outra x e dp viras a esquerda numa casa branca mt bonita k tem la e dp é so em frente ate k xegas a uma casa assim pro verde e aí viras a direita e vais sp em frente ate a uma rotunda pekenina k contornas e segues por uma rua estreita e dp é mais ou menos pra esses lado”
eu nao consigo ir a um sitio desconhecido sem antes consultar o google earth. Por vezes até com os caminhos mais frequentes eu vou visualizar pra me sentir mais segura. Google earth, u r my everything!!!
3. cm é k que as pessoas viviam sem o google em geral?
Estás a conversar e de repente alguém se sai com a seguinte frase:
A- “tens razão. É mt perigoso sair de casa a noite, ainda ontem fui por o lixo e qd estava a por o plastico no ecoponto amarelo vinha um gajo com um ar estranho e fikei logo em panico”
B – “mas o plastico é no ecoponto verde!”
C – “nao, é no amarelo!”
B – “posso-te garantir k é no verde!”
E assim, ficam todos a olhar uns pros outros numa situação absolutamente constrangedora ate que alguem se levantaria imediatamente pra confirmar a resposta no google.
E imaginemos que alguém esta a ver televisão e ouve um termo desconhecido como sturm und drang. Não puder ir ao google nesse preciso instante pra tirar esta duvida devia ser das coisas mais agonizantesda vida.
E quando achas k te estas a apaixonar por alguém mas ainda não o conheces bem. Podes até começar a conversar mt com ele, ir tomar cafe com ele, perguntar as pessoas sb ele, mas nd te tira a duvida se ele será um assassino ou não do que uma pesquisa google. Aliãs, a língua inglesa tem já a expressão “to google someone” pk de facto, antes de sequer deixar k te dirijam a palavra, you have to google them; ou isso ou pões a tua a vida em risco.
4 – como é que as pessoas viviam sem o e-mail?
Tipo, mandavam cartas? Escrever com uma caneta!!!! Que coisa tão estranha. Eu nem prá faculdade levo canetas. A minha pen (que tb não percebo cm vivi tt tp sem ela) é o meu lápis, a minha caneta, o meu caderno e muitas vezes é tb os meus livros, ja xegou a ser o meu lanche.
Mas as cartas demoram mais k 1 minuto a chegar! K horror, k pesadelo!
5 – como é k se vivia sem as maquinas fotograficas nos telemoveis?
A ritinha, a mafs e a mary (ha sp alguem k se chama mary e mafs num gp de teenagers) estão no intervalo. Passa um rapaz do 8º ano (“os gajos do 8º sao todos bons” foi o k a minha prima me disse uma vez) por kem a ritinha tem uma paixão assolapada. E então as 3 têm a reação obvia pra aquela situação (e pra tds as situações ou plo menos é o k eu vejo os adolescentes sp a fazer): riem-se cm se nao houvesse amanha. Tipo, é óbvio k logo as 3 sacam do telemóvel (k nao estava no bolso mas na mão pk estavam tds a mandar sms a borlix) e começam a registar aquele momento digno de foto pra puder juntar à colecção de 30 (mil) fotos do hi5.
6 – cm é k os adolescentes viviam sem o hi5?
A ritinha, a mafs e a mary não poderiam expressar o amor k sentem umas pelas outras se não fosse o hi5. Elas saem todas à noite pra enfrascar suminho de laranja no mart’ataka e no dia seguinte comentam entre todas o k acharam no intervalo??? Claro que não! Pra ja, se o fizessem so poderia ser via sms; depois, nao há estilo nenhum nisso. O Hi5 tem k servir pra alguma coisa ne. Por acaso fui la agr e a cena dos comentários está off. Os adolescentes deste país devem estar a dar com a cabeça nas paredes. Tenho pena … das paredes.